A qualidade da água no Brasil
Enviada em 23/09/2020
Em decorrência da formação das cidades, transição entre Idade Média e Idade Moderna, a humanidade iniciou uma forma de exploração do meio ambiente mais expressiva. Isso posto, produtos naturais, como os recursos hídricos foram modificados em suas propriedades e em sua qualidade, consequências que causam problemas sociais de abastecimento caso não ocorra uma intervenção nesse processo. Desse modo, é possível destacar, como principais danificadores das águas de rios e córregos no Brasil, os esgotos indevidamente descartados nesse tipo de local e os resíduos agrícolas.
Sob esse viés, segundo o jornal “O Globo”, o Rio Tietê, um dos mais conhecidos rios brasileiros, localizado na cidade de São Paulo, caracteriza-se como um dos cursos d’água mais poluídos do país, resultado do descarte de lixo e de esgotos domésticos de maneira indevida. Haja vista o tempo de exposição à poluição desse rio e a diminuição da disponibilidade de oxigênio no local, há o prejuízo na vida da fauna e da flora aquática, o que compromete diretamente a biodiversidade nacional e a sustentabilidade. Dessa forma, é urgente que o Estado modifique a conjuntura decrépita vigente, com o intuito de melhorar a qualidade da água de grande parte dos municípios brasileiros que também apresentam tal problemática.
Outrossim, a Revolução Verde, ocorrida no século XX, fomentou o desenvolvimento da agroindústria a partir da criação de agrotóxicos e remediações de solo. Entretanto, esse âmbito é uma das principais responsáveis da poluição de aquíferos brasileiros e outras águas subterrâneas, tendo em vista o grande perfil agroexportador do país. Nesse tocante, esse fato ocorre em virtude do escoamento dos insumos químicos até os lençóis freáticos, o que acarreta a inutilização da área por conta da toxidade do material. Portanto, é imprescindível que haja uma regulamentação que ajuste adequadamente o volume das doses usadas no meio agrícola, com o fito de diminuir esse tipo de poluição ambiental.
Destarte, é impreterível haver medidas para minimizar essas consequências deletérias da intervenção humana com origem no período de transição de períodos históricos. Para isso, é dever do Poder Legislativo motivar mudanças ambientais, por meio de leis específicas, as quais proíbam o despejo inadequado de resíduos em águas nacionais e garantam a penalização dos infratores, para assegurar a qualidade desses recursos e não comprometer a diversidade de espécies brasileiras. Ademais, a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (EMBRAPA) deve regulamentar o uso dos produtos químicos, por meio da criação de regras que proíbam a comercialização de insumos que comprometem o ecossistema aquático. Somente assim, a qualidade da água no Brasil será garantida.