A qualidade da água no Brasil
Enviada em 19/09/2020
Possuidor de 12% da água doce existente no planeta, o Brasil é considerado a maior potência hídrica mundial. Embora o finito recurso seja abundante e de alta qualidade no território nacional, o zelo para com ele é, muitas vezes, negligenciado. Destaca-se, portanto, a falta de cuidado e a sua má distribuição.
Sob esse viés, a poluição irresponsável evidencia a despreocupação da sociedade. De acordo com Hieráclito, filósofo pré-socrático, “Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois as águas não são as mesmas, nem tampouco o homem”. Metaforicamente, isso acontece neste país, pois a ação antrópica tem infectado os corpos hídricos por meio de fármacos, esgotos, agrotóxicos, resíduos industriais entre outros inúmeros poluentes que são despejados indevidamente. Com efeito, a água da nação, a cada minuto já não é a mesma, pois está sendo degradada.
Consequentemente, grande parcela da população sofre devido ao grau de pureza do produto distribuído. Em 2013, o Governo Federal instituiu o Plano Nacional de Saneamento (PNS), que visa universalizar a água tratada na nação até 2033. Entretanto, constata-se que o investimento nessa área diminui a cada ano, o que demonstra o nível de urgência atribuída ao tema. Paradoxalmente, o país mais rico no aspecto hídrico é também um dos mais desiguais, pois, apesar de possuir abundância de água potável de qualidade, a poluição e a falta de tratamento devido impedem que ela chegue até os cidadãos como deveria.
Portanto, é evidente que esse patrimônio demanda melhor administração. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente deve criar novas Estações de Tratamento de Água (ETA) e de esgoto, principalmente onde a desigualdade é maior, por meio de efetivos investimentos no PNS. Desse modo, haverá a destinação correta dos resíduos e será entregue um líquido mais puro a toda população. Assim o Brasil passará a administrar melhor seu patrimônio e as gerações futuras agradecerão por isso.