A qualidade da água no Brasil

Enviada em 10/11/2020

O Brasil é um país reconhecidamente abundante em água doce, possuindo grandes rios e mananciais, no entanto a água doce é um recurso escasso e que, assim sendo, deve ser preservado a fim de que a água se mantenha própria para o consumo e para as atividades de lazer. Entretanto, segundo pesquisa realizada pela ONG SOS Mata Atlântica, a água é considerada ruim em 40% dos rios, córregos e lagos avaliados em todo território Brasileiro. Portanto, no Brasil, a precariedade do saneamento básico atrelado à elevada contaminação dos cursos d’água por indústrias e pelo setor agrícola , impacta diretamente na saúde e no bem estar da população, principalmente a mais vulnerável, que não possui acesso aos serviços básicos de tratamento de água.

Em primeiro lugar, a falta de tratamento de esgoto e a poluição oriunda da indústria e agricultura são as principais ameaças à qualidade da água no Brasil, de acordo com a ONG SOS Mata Atlântica. Ademais, De acordo com o Instituto Trata Brasil, em 2018, 47% da população não possuía acesso ao sistema de coleta de esgoto, logo o esgoto não tratado acaba por contaminar cursos d’água como rios ou lençóis freáticos, resultando na perda da capacidade de abastecer e de gerar lazer a população. Além disso, Os resíduos oriundos da indústria e da agricultura são uns dos principais poluidores dos rios e lagos no Brasil, uma vez que os produtos químicos utilizados nesses setores, de forma geral, são altamente prejudiciais ao ser humano e a biota aquática.

Por certo, a população que vive em regiões mais precárias é a primeira e a mais afetada pelos problemas hídricos, uma vez que, de acordo com o Instituto Trata Brasil, 16% da população Brasileira não possuía acesso a água tratada em 2018. Somado a isso, essa população vive em ambientes onde a distribuição de água e a coletado esgoto são precárias, por conseguinte, as famílias nessas situações convivem com esgotos ao céu aberto, expostas a riscos decorrentes de doenças que podem se proliferar nessas regiões.

Em síntese, a má qualidade de água no Brasil é decorrência do precário saneamento básico e do descarte inadequado dos produtos industriais e agrícolas, que por sua vez cabe ao Estado a responsabilidade de prestar (no caso do saneamento básico), normatizar e fiscalizar essas atividades. Logo é dever do Estado realizar investimentos que visam a ampla disponibilização do tratamento de água e de esgoto, seja por investimentos públicos ou pela concessão à empresas privadas, a fim de aumentar disponibilização desse serviço. Além disso, o poder público deve endurecer as leis ambientais, com o aumento da punição para o descarte inapropriado de resíduos químicos, com o intuito de diminuir a contaminação dos cursos d’água por resíduos indústrias e agrícolas.