A qualidade da água no Brasil

Enviada em 16/11/2020

O primeiro sistema de esgoto que se tem conhecimento foi construído na cidade de Roma por volta do século VII A.C., com o objetivo de ao recolher os dejetos de seus cidadãos e lançá-los ao ponto mais baixo do rio para evitar doenças e o seu acúmulo de nas ruas. Ao fazê-lo, os romanos não se preocuparam com o meio ambiente, por acharem que a natureza tinha recursos ilimitados. Hoje, a humanidade já sabe que os recursos naturais são finitos. Mesmo assim, ainda são usados aqui no Brasil e em outros países esgotos parecidos ou até piores que o romano.

Grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro produzem muito esgoto, que é despejado em rios e lagos. Esta água não é tratada antes do despejo e, assim, contamina estes corpos d’água. Este esgoto, quando despejado, diminui o oxigênio da água, matando toda a biodiversidade que ali antes estava presente. E, quando a biodiversidade próxima aos rios e lagos é afetada, este desequilíbrio acaba se voltando contra nós. Um exemplo prático disso é a questão dos peixes de pesca que, ao serem capturados, revelam não serem aptos para o consumo devido a sua contaminação por substâncias por nós descartadas, que vão desde vírus e bactérias, antibióticos, ansiolíticos, metais pesados, dentre outros.

Muitas bacias hídricas ainda não foram contaminadas. Mas isso pode ser uma questão de tempo, tendo em conta a terceirização crescente neste ramo de gestão da água e do esgoto. Como se sabe, as empresas privadas só buscam um objetivo, que é o lucro. Mas será que os políticos acham que com o esgoto seria diferente? Pois enquanto a empresa recebe dinheiro do estado, não realiza o trabalho para a qual foi contratada adequadamente. E como consequência, a população acaba sendo lesada, com o mau cheiro, a contaminação dos rios, e a deterioração de nossos fluxos de água.

Tendo em vista os problemas aqui listados, há algumas medidas que podem ser tomadas para resolver e prevenir a poluição destes aquíferos. Uma delas é investir em um sistema mais eficiente de tratamento de esgoto antes desse ser despejado em nossos rios e lagos, além de fortalecer políticas públicas que resultem na estruturação de departamentos governamentais de tratamento de água e de esgoto.