A qualidade da água no Brasil

Enviada em 18/11/2020

No filme “Wall-E”, é ilustrado como a necessidade constante por desenvolvimento acabou por ressecar o planeta ao consumir a água para a produção de novas tecnologias. Semelhante à ficção, ambientalistas têm discutido por décadas sobre tal qualidade e a forma irracional da utilização da mesma. Sendo assim, é válido analisar que no Brasil mostra-se uma realidade semelhante, ao qual observa-se grande problemática no consumo desse fluido. Diante disso, fatores como a inércia estratégia estatal e a poluição agravam essa situação.

Primordialmente, destaca-se o descaso do Estado como dificultador desse problema. Sob esse viés, esse fator, de acordo com as ideias do filósofo John Locke, configura-se como a violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos gozem de seus direitos imprescindíveis, como a qualidade de água aos mais pobres, uma vez que são dadas promessas de melhora ao povo brasileiro e a mudança não ocorre. Além disso, a camada popular não consegue se manter estabilizada, pois sofre com a precariedade de infraestrutura, bem como, a falta de consumo sustentável deste líquido. Logo, essa ineficiência do Poder Público contribui massivamente para o descaso com a coletividade. Assim, observa-se a estagnação estatal e cada vez mais a mobilidade desta adversidade.

Ademais, a impureza da natureza é uma causa notória da questão. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que haja um equilíbrio entre o ser humano e o meio ambiente, uma vez que a Globalização tem destruído o planeta pouco a pouco sobre as próprias mãos de quem deveria cuidá-lo. Outrossim, a indústria tem proporcionado uma destruição gradual do mundo, provocando enchentes e queimadas, para que o produto exportado esteja na melhor qualidade. Dessa forma, isto tem gerado um déficit ambiental nacional desfavorável no que diz à poluição gerada e ao consumo excessivo.

Portanto, faz-se necessário que o Governo, juntamente com a mídia, atue para com a melhora dos recursos hídricos, propondo a elaboração na Política Nacional da Educação e realizando ciclos de palestras nas escolas, por meio de uma parceria com as prefeituras. À vista disso, essa ação deverá ser compartilhada nas redes sociais do Ministério da Educação no formato de “live”, com o objetivo de atingir a população brasileira e trazer mais clareza a respeito da importância da água. Dessa maneira, espera-se promover uma qualidade melhor, não somente deste fluído, mas também do corpo nacional.