A qualidade da água no Brasil

Enviada em 24/11/2020

O filósofo pré-socrático Tales de Mileto, em seus estudos, apontou a água como a origem de toda a vida, e que sem ela nada vivia. Nesse sentido, o Brasil se destaca no cenário mundial devido sua imensa reserva de água potável, tornando-o responsável por manter a natureza limpa e protegida, a fim de assegurar a potabilidade. Entretanto, a falta de tratamento de esgoto eficaz e a poluição causada pela agricultura estão se mostrando ameaças à qualidade da água no país.

Cabe mencionar, em primeiro lugar, como o saneamento básico é fundamental para a manutenção do ciclo da água de qualidade. Dessa maneira, um dos itens principais do saneamento é o tratamento de esgoto, pois toda a água eliminada após a utilização doméstica ou industrial precisa passar por canalização e tratamento antes de retornar à natureza. Todavia, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, cerca de 70% dos esgotos coletados no país não recebe tratamento, e mais da metade desses são lançados nos rios. Nesse contexto, fica evidente a desvalorização e a negligência estatal com o potencial aquático do país, já que o descarte de água não-tratada na natureza aumenta a poluição e diminui a qualidade da água natural.

Ademais, é válido mencionar a participação da agricultura na adversidade da qualidade da água brasileira. Assim, cabe citar os dados do órgão Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que declaram: pelo menos 25% das cidades brasileiras têm suas águas poluídas por pesticidas e agrotóxicos. Associado a isso, um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura declara que esses poluentes são responsáveis por problemas a saúde humana — como a criação de superbactérias — e alteram o ecossistema natural. Assim, é perceptível que a problemática da excelência da água brasileira é intimamente ligada a esse setor, que opera sem uma fiscalização efetiva estatal, possibilitando o despojo incorreto da água.

Portanto, fica clara a necessidade de intervenção civil-estatal para amenizar o imbróglio trabalhado. Assim, é imperativo que o Ministério do Meio Ambiente crie políticas de fiscalização e multas à grandes produtores e usuários de agrotóxicos, a fim de garantir o descarte correto da água utilizada e o tratamento dessa antes de retornar ao meio ambiente. Além disso, o agente deve atuar junto ao Ministério da Saúde para colocar na prática o direito a saneamento básico que os cidadãos brasileiros possuem, e fiscalizar seu funcionamento frequentemente, a fim de manter o serviço eficaz para diminuir a poluição na natureza. Assim, a sociedade tornar-se-á mais saudável e consciente.