A qualidade da água no Brasil
Enviada em 30/11/2020
De acordo com o artigo 225 da sétima Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, todos tem direito à um meio ambiente ecologicamente equilibrado, devendo o poder público e a coletividade preservá-lo e defendê-lo. Porém, nota-se que esse privilégio não está sendo plenamente exercido, uma vez que o cuidado com a água, principal componente da natureza visto a sua relevância para a conservação da vida, não vem sendo efetivado, prejudicando vários âmbitos da sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário o debate sobre a qualidade da água no Brasil, destacando as consequências sobre a saúde pública e os ecossistemas aquáticos.
Em primeira análise, é importante mencionar que em um relatório, divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica, é posto que dentre os quase 300 pontos de coleta de água analisados, pouco mais de 15 eram de boa qualidade, sendo que nenhum foi classificado como de qualidade ótima. Tendo isso em vista, fica clara a falta de tratamento e saneamento da água na majoritária parte do território brasileiro, e, consequentemente, essas áreas poluídas se tornaram ambientes propícios para o surgimento de doenças como a leptospirose e a esquistossomose. Logo, com a propagação de doenças de veiculação hídrica, há um grande impacto na saúde coletiva e na qualidade do estilo de vida do brasileiro.
Ademais, é relevante citar que segundo Greta Thunberg, ativista e ambientalista, as pessoas estão agindo imprudentemente para com o meio ambiente, pois só focam nos lucros enquanto ignoram as consequências futuras dessas atitudes. Consoante ao pensamento da polonesa, as grandes indústrias, visando o máximo rendimento, independentemente dos danos causados à natureza, são as principais ameaças à preservação da qualidade da água e dos seres vivos que nela habitam. Dentre os possíveis malefícios oriundos da atividade industrial, encontra-se a diminuição do gás oxigênio dos rios, podendo ocorrer pelo aquecimento anormal ou pela poluição das águas dos rios, matando por asfixiação a vida aquática local e, posteriormente, prejudicando o trabalho daqueles que vivem da pesca.
Depreende-se, portanto, a urgência da criação de meios que possuam a finalidade de alcançar o efetivo cumprimento do artigo 225 da Carta Magna, melhorando a qualidade da água brasileira. Sendo assim, Ministério do Meio Ambiente, por meio de reuniões mensais, as quais contarão com a presença de engenheiros ambientais e os representantes das principais indústrias, chegará em um acordo de limites para as atividades industriais julgadas mais prejudiciais aos rios e mares brasileiros. Após isso, o acordado deverá ser enviado para o Poder Legislativo, o qual tornará lei, e, assim, fazer com que o acordo de preservação seja cumprido.