A qualidade da água no Brasil

Enviada em 16/12/2020

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê como direito fundamental o acesso dos cidadãos a água tratada. Contudo, a realidade se opõe a teoria, uma vez que - segundo Agência Nacional de Águas (ANA)- 44% da população não contato com água potencialmente limpa. Dessa maneira, fica evidente a necessidade de se analisar a causa, as consequências e possível medida.

Diante desse cenário, a negligência das redes de tratamento de água revela-se como grande impasse para alcançarmos uma população saudável. Nesse viés, o livro “Cidadania de Papel” do escritor e jornalista Gilberto Dimenstein, expõe a ideia de que os direitos estão restritos ao papel, logo não é posto em prática. Nesse contexto, fica claro que o direito ao acesso à água tratada se restringe às leis e é relevante ressaltar que os poderes estatais não buscam mudar esse quadro.

Outrossim, as consequências de ingerir água não tratada são inúmeras e extremamente alarmantes. Dessa forma, a cólera - infecção intestinal gerada através da água contaminada -, segundo a Organização Mundial de Saúde, ocasiona 143 mil mortes por ano em todo o mundo. Desse modo, em virtude dos dados mencionados, percebe-se ao consumir água não tratada pode-se gerar vários problemas de saúde no indivíduo, além de poder levar a óbito.

Depreende-se, portanto, a necessidade de que haja o tratamento adequado de água no Brasil. Assim sendo, cabe a ANA - Agência Nacional de Água- promover uma fiscalização mais rigorosa nas áreas de tratamento de água, por meio de visitas bimestrais com a presença de infectologistas e agentes de saúde, para que todo tecido social tenha garantido o direito previsto pela constituição vigente.