A qualidade da água no Brasil

Enviada em 04/06/2021

Em janeiro de 2019 o Brasil parou com o rompimento da barragem de Brumadinho, responsável pela morte de mais de 200 pessoas e pelo derramamento de lama no Rio Paraopeda e Rio Francisco, tornando a água imprópria para consumo. Ademais, em todo o território nacionalm vários problemas hídricos, alguns porquê não possuem devido tratamento, outros não têm distribuição apropriada. Evidentemente, a qualidade da água no Brasil é influenciada por atividades industriais e resíduos que são despejados em rios, além da falta de tratamento de esgoto.

Nesse sentido, muitos resíduos domésticos e industriais responsáveis por alterar o ph da água, são despejados em rios e lagos. Como consequência, muitos bairros pobres recebem pouco ou nenhum tratamento em relação a poluição e contaminação, fator apontado por alguns ambientalistas como “racismo ambiental”, que se trata da falta de políticas de saneamento básico, esgoto e outras práticas relacionadas ao meio ambiente para estes grupos. Outrossim, áreas de moradia marginalizadas localizadas próximas a Parques Industriais sofrem diretamente. Consoante ao site G1, a partir de pesquisas da Universidade Federal Do Rio de Janeiro (UFRJ), foi encontrada grande porção de esgoto doméstico e poluição industrial na estação de tratamento da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE), o que explica as reclamações de desde o início de 2020 de moradores da Baixada Fluminense em relação a água turva, com gosto ruim e com mau cheiro.

Ademais, o saneamento é um direito garantido pela Constituição Federal, definido como um conjunto de serviços, sendo estes abastecimento, limpeza urbana e esgotamento sanitário. Contudo, o despejo irresponsável de esgoto nos mananciais desprotegidos acontece frequentemente e causa a eutrofização de algas e consequente liberação de substâncias tóxicas ao consumo humano. Conforme o site G1, acerca da crise de água no Rio de Janeiro que alarma os consumidores desde 2020, foi identificada uma substância produzida por algas, causadora de efeitos colaterais na população.

Portanto, percebe-se a necessidade de políticas públicas que levem em conta a sustentabilidade ambiental. Desse modo, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com a participação do poder público e o debate com a comunidade, por meio de fiscalizações regulares, deve criar um projeto de lei que oficialize de vez a chegada de água apropriada para consumo nas áreas mais pobres do país, para que haja serviço de qualidade funcional para todos. Junto a isso, o Ministério do Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, direcionando o investimento necessário, devem trabalhar a partir do reuso de esgoto na limpeza dos mananciais, para que compostos orgânicos sejam gerados de resíduos orgânicos despejados e possam ser usados no reflorestamento destes locais.