A qualidade da água no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 17% dos brasileiros ainda sofrem com a carência de água tratada. Nesse sentido, é perceptível que esse recurso, essencial para a qualidade de vida, não chega igualmente à toda a população verde-amarela. Visto isso, percebe-se que o tamanho significativo do território brasileiro e a poluição dos corpos d ‘água, são fatores que impedem a plena qualidade da água no Brasil.

Em primeira análise, é relevante destacar que o Brasil é o quinto maior país em território no mundo, fator dificultante na execução da distribuição igualitária e de qualidade do recurso em questão. Nesse contexto, de acordo com o Instituto Trata Brasil (ITB), apenas 45% do esgoto, que nada mais é que a água após a utilização humana, gerado no território brasileiro passa por tratamento, ou seja, é tratada para a reutilização. Dessa forma, pode-se entender a dimensão brasileira como um dificultador da distribuição de maneira adequada e eficiente, posto que segundo o Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em termos de abastecimento de água, menos de 30% das residências rurais , que estão afastadas dos centros urbanos, estão ligadas à alguma rede. Nessa perspectiva, é observável um cenário que necessita de mudanças.

Outrossim, a poluição hídrica é outro agravante do problema social. Nessa conjuntura, de acordo com levantamento da ONG SOS Mata Atlântica apenas 60% dos 96 corpos d ‘água, avaliados em sete estados brasileiros, foram classificados positivamente, o que demonstra o descaso com partes fundamentais do abastecimento hídrico. Ademais, a poluição em questão acarreta na eutrofização do meio aquático, que além de ocasionar a morte dos seres vivos que vivem nessas águas, a torna inviável para o uso em virtude da decomposição da matéria orgânica e os resíduos gerados por essa reação.

Portanto, medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática. Sendo assim, propõe-se que seja elaborado uma parceria público-privada (PPPs), com o setor privado da gestão de água e esgoto, pelo Poder Legislativo, a fim de levar a toda sociedade brasileira esse recurso indispensável à vida. Além disso, é proposto o aumento da fiscalização e punição estatal, pela Polícia Ambiental e o Poder Judiciário, de empresas e indústrias que despejem seus rejeitos em corpos d ‘água, além de cidadãos que não fazem o descarte adequado do lixo e descartam em rios, lagos etc, com o intuito de impedir a poluição e garantir o acesso a água de qualidade à todo vivente do país.