A qualidade da água no Brasil
Enviada em 03/06/2021
A água doce, essencial para a sobrevivência de todas as espécies, é um recurso renovável. Porém, se ocorrer a sua contaminação, pode gerar uma série de problemas. Segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), 76% dos corpos d’água do Brasil apresentam qualidade boa; 6% foram classificados como ruim e apenas 1% como péssimo. Em áreas urbanas, a parcela considerada boa cai para 24%. As águas de qualidade ruim e péssima sobem para 32% e 12%, respectivamente. A qualidade da água no Brasil é infuficientemente monitorada, e ainda sim, podemos identificar varias problemáticas que levam a essa situação, como a falta de tratamento de esgoto e a poluição.
Em primeira análise, a falta de saneamento básico é um problema estrutural, que diz muito sobre a desigualdade no país. Moradores de regiões periféricas, com pouco ou nenhum acesso a água encanada ou rede de esgoto, são os que mais têm seus direitos constitucionais desrespeitados, relacionado também ao aumento da mortalidade infantil e aumento de gastos com a saúde. Ademais, é imprescindível ressaltar o impacto causado no meio ambiente. Segundo a Agência Nacional de Águas, 45% do total do esgoto humano produzido no país é despejado a céu aberto, sua consequência é evidenciada por meio da matéria orgânica, na qual se descartada em lagos e rios, ocorre a eutrofização - processo que favorece o crescimento de bactérias e provoca a morte de peixes.
Em segunda instância, a poluição causada pelas indústrias pelo despejo de dejetos não tratados, escoam para os rios e lagoas, e como são produtos químicos, deixam um rastro de destruição ambiental. Além disso, nas atividades agrícolas são usados diversos agrotóxicos e fertilizantes, porém, além de matar pragas e adubar o solo, favorecem a contaminação dos mananciais. Essa água posteriormente abastecerá propriedades rurais e cidades, contaminando simultâneamente pessoas e animais.
A fim de diminuir o impacto ambiental e proteger a saúde humana, o Ministério do Meio Ambiente com a Anvisa devem promover a coleta adequada de lixo e esgoto com tratamento e implantar um aterro sanitário compartilhado entre as cidades vizinhas, destarte, não contribuiria com o efeito estufa, nem com o esgoto em locais inseguros. Outrossim, compete ao Ministério das Cidades em colaboração com o Ministério da Saúde, disponibilizar infraestrutura sanitária, a criação de projetos de urbanização para as periferias, com coletas de lixo periódicas, conscientizando a população dos riscos à saúde humana em caso de descarte impróprio. Além da implantação de medidas obrigatórias do tratamento de despejos químicos das indústrias que os descartam em rios, para que assim os direitos constitucionais de toda a população sejam garantidos.