A qualidade da água no Brasil
Enviada em 08/11/2022
Dentre os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos está “assegurar à atual e futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos”. Isso quer dizer garantir que haja água para dessedentação, indústria, agropecuária, pesca e navegação, dentro de padrões determinados em lei. Não obstante, o cumprimento total desse objetivo está longe de ser alcançado e o Brasil enfrenta crise hídrica.
Apesar do país reter 12% da água doce do mundo, a mesma não se encontra em condições ideais devido à carência de cuidados com o meio ambiente. Problemas como desmatamento, uso inadequado de agrotóxicos e despejo de efluentes não tratados em cursos d’água são recorrentes. É evidente que a vegetação é de extrema importância para a conservação dos recursos hidrícos, já que diminui o assoreamento dos rios e protege os mananciais. No entanto, segundo o projeto MapBiomas, 13800 km² foram desmatados em 2020, 13% a mais que o ano anterior.
Já em relação aos agrotóxicos, são grandes responsáveis pela contaminação de rios e lençóis freáticos, pois são carregados pela chuva e infiltram no solo. O Brasil permite o uso de pesticidas que já são proibidos em diversos países pela sua toxicidade. Efluentes domésticos e industriais que não são corretamente destinados a tratamento, também contaminam os cursos hídricos.
Dessa forma, é notável que a qualidade da água no Brasil não é ideal e, para garantir a disponibilidade em padrões adequados, faz-se necessário mitigar os problemas ambientais supracitados. Ao Ministério do Meio Ambiente cabe fiscalizar o desmatamento e o despejo de efluentes, aplicando as multas e punições previstas para os infratores das leis ambientais. Ao Ministério da Agricultura, Pecúaria e Abastecimento, responsável pelo agronegócio e segurança ambiental, cabe promover a prática da agropecuária de maneira mais sustentável, tendo cuidado ao desperdício de água por esse setor e visando o controle estrito do uso de agrotóxicos, reduzindo assim a contaminação dos cursos d’água. Ao Ministério das Cidades cabe zelar pelo saneamento básico, universalizando o acesso à coleta e tratamento do esgoto.