A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)

Enviada em 30/08/2019

A adoção no Brasil ganhou as primeiras regras formais apenas no ano de 1916 no Código Civil e passou por várias modificações até nos dias atuais. Sendo de extrema importância, visto que no país possui uma grande quantidade de crianças e adolescentes na fila de adoção. Contudo, existe muitos impasses nessa situação, no qual faz-se pertinente debater sobre tal assunto.

Em primeiro lugar, é preciso enfatizar que a maior parcela das crianças e adolescentes que vivem nos abrigos e estão em busca de uma família, são negros. E este fato explica o tamanho descompasso e atraso da adoção destes, se comparado com a adoção de crianças e adolescentes brancos, visto que ainda persiste no Brasil uma sociedade racista, que comanda o pensamento e atitudes dos indivíduos. Propiciando dessa forma, que esses menores de idade tenham ainda mais impasses para conseguirem serem adotados.

Em segundo lugar, é necessário abordar que uma grande parte dessas crianças chegam aos abrigos, por todo o Brasil, juntamente com os seus irmãos, no qual juntos criam a esperança de nunca se separarem. Tal fato descrito prejudica a adoção, em que uma pesquisa realizada pelo Cadastro Nacional de Adoção em que relata que mais de 50% dos dos  brasileiros que querem adotas não querem acolher irmãos, no qual receiam a dificuldade de adaptação da criança longe dos seus irmãos, além de não estarem dispostos a adotarem mais de uma  criança.

Então, diante dos fatos descritos, fica evidente que algo deve-se ser feito com o intuito de mitigar o problema. Assim, fica à cargo do Ministério da Justiça elaborarem leis que resguardem que mesmo a criança sendo adotada ela continue tendo contato com seus irmãos, para que assim ajude ao impasse na adoção. Além disso, deveria elaborar propagandas para difundir a ideia de adoção e exemplificar o quanto é importante essa causa. Dessa forma, o Brasil poderá diminuir os impasses que tanto assolam essa questão de adoção no país.