A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)

Enviada em 29/09/2019

Muitas crianças e adolescentes estão aguardando um lar para serem adotados no Brasil. A questão enfrentada por esses jovens é que não fazem o perfil esperado pelas famílias, que entram no processo de adoção, deixando um contingente de garotos e garotas sem grandes expectativas de um final acolhedor.

Primeiramente, quem adota deve entender que todo jovem precisa de uma oportunidade para ser feliz. Pensando nessa questão, será que os recém-nascidos que nasceram na cidade de Esparta, na Grécia Antiga, não mereciam viver só por nascerem deficientes? Provavelmente muitos indivíduos ainda não se sensibilizam para com aqueles que são diferentes das suas realidades.

Em segundo lugar, é comum as pessoas imaginarem a vida de seus filhos antes deles nascerem, independentemente da cor de pele ou qualquer outra coisa, mas não é o que acontece no caso da adoção. Assim sendo, as famílias aceitam amar seus filhos biológicos não importando a cor, o sexo ou alguma deficiência, todavia quando se trata da adoção a mentalidade muda, o coração se fecha um pouco e os critérios para ter o “filho dos sonhos” é uma realidade. De acordo com esse cenário, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelaram que a maioria dos órfãos são pardos e com idades entre 11 a 17 anos: brancos e com idades entre 3 a 5 anos são os mais procurados.

Ademais, é necessário que haja uma medida que faça com que os futuros pais acolham esses meninos e meninas de forma mais eficiente. Portanto, o Ministério da Educação deverá organizar uma parceria com os Governos Municipais e Estaduais, com o intuito de promover workshops com o tema da adoção nas escolas, aos finais de semana, reunindo profissionais de psicologia, sociologia e relatos de famílias que adotaram para promover uma reflexão sobre o papel social desse ato. Contudo, espera-se que quem queira adotar consiga se comover com a experiência da atividade e reveja suas exigências.