A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)

Enviada em 05/08/2020

Segundo o sociólogo Durkheim, a família é um dos principais pilares na formação da criança e é nela que esta estabelece seus primeiros laços afetivos, assim muitas pessoas embasadas nesses ideais, decidem adotar e oferecer oportunidades àqueles que não têm. Entretanto, mesmo com o crescente número de adoções no Brasil, a taxa de crianças em orfanatos permanece alta. Isso se deve pelo fato do preconceito ainda existente pelos interessados em adotar e pela dificuldade burocrática que muitos enfrentam para concluir esse processo.

Inicialmente, sabe-se que há uma discriminação sobre aqueles que querem ser adotados, pois o “filho ideal”, para muitos, é uma criança branca e com menos de 5 anos, em contrapartida, os orfanatos brasileiros são compostos por um grupo heterogêneo, sendo que a maioria apresenta grande quantidade de adolescentes maiores de 12 anos. Portanto, o preconceito é um dos fatores que aumentam as dificuldades de adoção no país.

Em segundo lugar, o processo adotivo ocorre de forma lenta e detalhada, a fim de que evitar erros ou problemas futuros. Porém, as famílias pretendem receber uma criança rapidamente, o que causa desânimo tanto para os futuros pais quanto para o jovem, tornando um processo exaustivo. Logo, a justiça tem se mostrado falha nesse ponto, sendo possível seu aprimoramento.

Em suma, cabe ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) juntamente com outros órgãos jurídicos melhorarem as leis voltadas ao processo adotivo por meio da utilização de procedimentos rápidos, os quais visam comprovar que determinada pessoa está apta à adotar (renda, capacidade psicológica, entre outros), a fim de tornar a adoção mais rápida e menos degradante aos envolvidos. Ademais, é essencial que haja um engajamento das mídias para incentivarem a adoção de qualquer criança ou adolescente, sem descriminação. Assim, haverá uma minimização das dificuldades enfrentadas nesse processo no Brasil contemporâneo.