A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)
Enviada em 06/08/2020
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente cerca de 47 mil crianças e adolescentes estão na fila de adoção. Entretanto, devido a seletividade dos pais e a discriminação feita pela sociedade em relação a adoção por mais homossexuais influi no fato de apenas 2 mil crianças e adolescentes serem adotados por ano no Brasil. Primeiramente, a seletividade dos pais é algo bastante evidente, dado que cerca de 9 mil adotantes optam por crianças filhas únicos, brancas, entre 0 e 4 anos. Como resultado, muitos adolescentes passam sua vida na fila de adoção, ate que completem 18 anos, gerando um estado de solidão e uma ideia de rejeição por parte do adolescente. Ademais, muitos casais homossexuais são alvo de discriminação por parte da sociedade, visto que esses são considerados mal capacitados e não reconhecidos como entidades familiares. Entretanto, de acordo com ECA os futuros pais devem apresentar condições e um ambiente familiar adequado, independente se esse for composto por casais heteroafetivos ou homoafetivos. Portanto, é necessário que a mídia juntamente com o Governo, promova campanhas educativas de incentivo à adoção sem preferências através da promulgação de dados e informações em redes sociais, visando a diminuição da seletividade por parte dos adotantes. Cabe também ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a atuação sobre o artigo 227 da Constituição, tendo em vista que toda criança e adolescente possui o direito à vida, à educação, à alimentação e à convivência familiar, tendo como resultado um maior número de crianças e adolescentes adotados.