A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)
Enviada em 11/08/2020
Adoção: um problema mascarado no Brasil
No filme Meu Malvado Favorito, o personagem principal, Gru, desenvolve um carinho tão grande por três meninas órfãs que decide adotá-las. Um pouco longe da ficção, a questão da adoção de crianças e adolescentes, no Brasil, se torna um problema, tendo em vista a preferência dos pais e a inação estatal.
Em primeiro lugar, é válido recordar da terceira lei de Newton, ação e reação, à qual conceitua: “a toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. Tal situação fica evidente após o diagnóstico divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça, afirmando que o padrão mais requisitado pelos pais é por crianças de até 3 anos. Sendo assim, depois dessa faixa etária, as chances de adoção diminuem, sucedendo em diversos adolescentes sem família.
Ademais, é pertinente trazer o discurso do filósofo Zygmount Bauman, no qual ele conceitua: “não são as crises que mudam o mundo e sim a nossa reação a elas”. A inação estatal também se torna um problema, visto que a promessa feita pela ministra Damares Alves sobre campanha de incentivo com foco na adoção tardia e o projeto de lei para promover mudanças na Lei de Adoção, nunca se cumpriram, e, sabendo que a cidadania consiste na luta pelo bem-estar social, a indignação toma conta da população.
Dito isso, para resolver a questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas o Estado e a mídia. Logo, o Estado, por seu caráter abarcativo, deverá promover políticas públicas com a presença de profissionais especializados para esclarecimentos de dúvidas e conhecimento da população; a mídia, tendo cunho oracular, deverá veicular campanhas de divulgação por meio de intervalos comerciais e jornais. Essa medida tem como objetivo incentivar a adoção. Somente assim, tirando os empecilhos, construir-se-á um Brasil melhor.