A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)
Enviada em 16/11/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da otimização da adoção de crianças. Nesse contexto, torna-se evidente como desafios a insuficiência de leis, bem como a lenta mudança na mentalidade social.
Em primeiro plano, é possível atentar para a insuficiência de leis presente na questão. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) publicou as leis para adoção. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente, no que se refere à questão da adoção de crianças, uma vez que ainda falta organizar vários quesitos. Assim, esse conjunto de leis, sem o avanço preciso, se tornarão inválidas para a sociedade.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a lenta mudança na mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da adoção infantil é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é seguir esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Torna-se imperativo, portanto, modificar a visão da população acerca das leis. Isto pode ocorrer através de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Ministério da Educação, promovendo palestras e debates em escolas acerca do processo de elaboração e fiscalização das leis no Brasil, a fim de que as novas gerações se tornem mais atuantes e entendam o propósito das leis à resolução de desafios como a otimização da adoção de crianças. A partir dessas ações, espera-se promover o reconhecimento legal de várias crianças como filho, independentemente da idade.