A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)

Enviada em 06/07/2021

O artigo 226 da Constituição Federal coloca a família como base da sociedade. No entanto, o elevado número de crianças esperando por adoção vai de encontro com a juridição. Tal aspecto ocorre, infelizmente, por um preconceito contra o ato, causando asim,  uma dificuldade no processo, a burocracia, que é necessária, -para garantir o bem-estar dos menores- também pode afastar possíveis familiares. Com isso, um grave problema é criado atingindo, principalmente, a minoria social.

Em primeira análise, vale destacar que, lamentavelmente, muitas pessoas apresentam um preconceito com relação à adoção. Isso é, uma parte do corpo social, acredita no mito que filho é apenas uma ‘‘questão genética’’. Esse erro, faz com que muitas crianças e jovens não tenham a oportunidade de possuir uma família. Sob essa óptica, fato social para o sociólogo Emille Durkhein, é uma maneira de agir e pensar de um determinado grupo, o que pode ser relacionado à visão negativa, de alguns, com o modelo. Além do mais, a burocracia pode afastar possíveis pais ou mães ou as novas configurações de família como monoparentais e homoafetivas. Contudo, essa é essencial para garantir a qualidade de vida do menor e garantir que os ‘‘pais’’ possam assegurar diretos básicos. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação - MEC- incentivar adoção mesmo com uma elevada burocracia.

Outrossim, o baixo índice de adoção traz sérios problemas para o país. Nessa conjuntura, o artigo 226,  no qual a família é colocada como base da sociedade não ocorre para as minorias sociais, já que muitas vezes, elas não possuem uma estrutura consolidada. Sob essa análise, o processo de socialização primária, que de acordo com o filósofo Pierre Bordieu, ocorre na família, não ocorre  com as crianças em adoção pelo fato de os indivíduos não a possuírem. A partir disso, o Brasil chega a dados como o do site senado , de que mais de 34 mil jovens estão a espera de uma estrutrura familiar. Dessa maneira, cabe ao Estado reverter o processo.

Destarte, é fundamental a necessidade do aumento das adoções. Para isso, o MEC - uma vez que a sua função é administrar a educação- deve atuar na criação de campanhas de adoção em todos os tipos de famílias, LGBTQI+, por exemplo. Ele atuaria por meio da mídia na televisão, rádio, internet para romper com preconceito relacionado à adoção. Com a finalidade de reduzir a espera de crianças e jovens para construir uma família e participar do processo de socialização