A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)
Enviada em 17/03/2021
Com o avanço do processo de globalização, a esfera global passou por diversas mudanças em um pequeno período de tempo, devido a esse fato, alguns países não obtiveram condições de acompanhar tal desenvolvimento na velocidade adequada. Diante disso problemas foram surgindo, dentre eles está o abandono infantil ou a situação de miséria enfrentada por crianças e jovens. Apesar da criação da Vara do infanto-juvenil, para tentar reduzir o número crescente de abandono e ajudar esses indivíduos, essa ação não foi o suficiente, uma vez que o preconceito e as dificuldades no processo judicial de acolhimento dificultam o avanço do sistema no país.
Em primeiro plano, de acordo com o sociólogo e contratualista John Locke, o ser humano vem ao mundo como uma tábula rasa- ou folha de papel em branco-, ou seja, todos os seus ideais são provenientes da experiência e da busca pelo conhecimento. No entanto, se o indivíduo não busca conhecer e aprender sobre determinado tema, ele acaba por basear suas ideias no senso comum. Em virtude disso, a questão da adoção no Estado, se encaixa dentro das pesquisas do sociólogo, já que, a falta de conhecimento faz com que as pessoas desenvolvam um preconceito em relação às crianças e adolescentes desse sistema. Em uma entrevista disponibilizada pelo site G1 de notícias, as pessoas entrevistadas afirmam que não adotam por falta de verba ou por medo, por não saber de onde veio o cidadão e suas características herdadas. Como dito por Albert Einstein “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”.
Concomitantemente a esse fato, a política de acolhimento no país ainda é precária, lenta e rigorosa. Apesar de oferecer um ótimo prepara aos futuros pais, o processo documental é vagaroso, causando a desistência ou o desinteresse de algumas famílias. A preferência também gera problemas nessa questão, já que, conforme o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, as famílias optam mais por escolher recém-nascidos, porém a maior parte dos orfanatos possui jovem, de 13 a 17 anos.