A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)
Enviada em 27/09/2021
É cognoscível que a adoção vem se tornando um meio cada vez mais comum de constituir uma família. Todavia, o Brasil ainda enfrenta problemáticas quanto a esse processo. Isso deve-se, sobretudo, à seletividade dos adotantes, bem como essa influencia na burocracia do processo adotivo. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista erradicar esses obstáculos.
A princípio, convém ressaltar que, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), cerca de 44 mil inscritos estão disponíveis para adoção. No entanto, embora o número de pessoas cadastradas dispostas a adotar ultrapasse os 40 mil, sua seletividade quanto ao perfil dos adotados é um entrave. Isto é, muitas pessoas no país estão dispostas a oferecer um ar desprovidos de laços biológicos, suas exigências no que a idade preocupam; sexo; cor e condição de saúde, condenam milhares de crianças e adolescentes a permanecerem em abrigos.
Em decorrência disso, a burocracia do processo adotivo tornou-se mais lenta. De acordo com o Senado Federal, o tempo médio para a conclusão de um processo de adotivo quando os adotantes são minimamente seletivos é de seis meses, porém, quando exigências são muitas, o que levaria meses pode transformar-se em anos. Ou seja, a burocracia depende consideravelmente da boa vontade dos que buscam adotar.
Portanto, fica clara a necessidade de mudar esse cenário. Posto isso, cabe ao CNA estimular o processo adotivo menos seletivo; para tal, campanhas nas mais diversas adotivas adoção mídias tendo famílias heterogêneas como modelos é uma possibilidade. Além disso, cabe o Governo Federal investir na modernização do CNA, por meio da criação de um site com todos os perfis de indivíduos à disposição para adoção em cada estado do país. Desse modo, um maior número de crianças e adolescentes – independente de sexo, idade e etnia – encontrou um lar mais rapidamente.