A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)

Enviada em 17/11/2021

A afirmação “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, atribuída à filósofa Simone de Beauovir, retrata a inércia da sociedade frente aos problemas do cotidiano. Para além da afirmação, observa-se uma estagnação da população referente aos problemas sobre a questão da adoção no Brasil. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e preconceito.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que a inatividade do Estado potencialza o problema da negligência. Esse contexto de inoperância dos setores de poder exemplifica a teoria do filósofo Jonh Locke, que descreve a incompetência das autoridades como violação do contrato social. Sob essa ótica, o Estado falha na educação, as jovens estão aprendendo na prática o que é e como acontece a reprodução, discussão que deve ser tratada com urgência dentro das escolas. Dessa forma, as meninas engravidam e colocam seus nenens para adoção , de acordo com a matéria da emissora Globo. Nessa perspectiva, é necessário intervenção estatal.

Além disso, é igualmente preciso apontar para o preconceito no momento que é decidido realizar a adoção, visto que existem milhares de crianças esperando um lar e as pessoas querem escolher por critérios pífios. Posto isso, de acordo com Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, somente 41% das crianças negras são desejadas e apenas 10% das desejadas têm que ser meninos. Dianta de tal exposto, é notório a discriminação sofrida pelos jovens o que acarreta na oposição do sonho em deixar enfim o orfanato. Logo, é preciso excluir o preconceito e adotar.

Portanto, para a questão da adoção no Brasil, urge que o Estado crie programas, como aulas extras de biologia para ensinar sobre a reprodução e propagandas contra o preconceito, por meio de investimentos privados. Somente assim, as jovens não serão mães em tenra idade e os orfanatos ficarão vazios, também, as propagandas devem passar em horário nobre para alcançar o máximo de adultos possíveis. Assim, a população nao terá de se habituar com crianças crescendo em orfanato.