A questão da adoção de crianças e adolescentes no Brasil - ENCEJA E.M. (2017)
Enviada em 26/03/2022
Promulgada pela ONU em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. Contudo, problemas para aumentar os índices de adoção das crianças e adolescentes no Brasil, impossibilita que determinada parcela da população desfrute de direitos universais na prática. De ante do contexto, deve-se avaliar os fatores que favorecem esse quadro dando destaque para a grande burocracia na adoção e a dificuldade e o medo de as crianças não se adaptarem a nova família.
Primeiramente, educação é um fator fundamental para o desenvolvimento de um país. No mundo atual, ocupado a 14° posição na economia mundial, seria racional acreditar o que Brasil possua políticas públicas que incentivem a adoção como maneira de reduzir a desigualdade e a pobreza. Conquanto, isso não é observado e ainda é evidente a grande desigualdade social no país. Em suma, a desigualdade social é agravada devido a falta de incentivo da adoção acaba gerando gerações de pessoas que vivem na rua, podo em prática essas políticas as crianças já crescem com essa ideia de no futuro poderem adorar e ajudar indiretamente essa parcela da sociedade.
Faz-se mister, ainda, salientar auta burocracia envolvida na adoção de uma criança no Brasil. Assim, é compreensível o desânimo e a falta de interesse das pessoas em adotarem uma criança. Em síntese, a burocracia excessiva acaba mostrando um lado de descaso do governo em solucionar esse problema de calamidade pública o mais rápido possível.
Infere-se portado, indubitavelmente que medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge, ao Ministério da Educação em parceira com o Ministério da Cultura, promover palestras e seminários em comunidades carentes com profissionais qualificados mostrando e orientando sobre como adotar e quais os benefícios de adotarem uma criança. Ademais, essas ações devem ser realizados com recursos provenientes do TCU (Tribunal de Contas da União), para que assim as futuras gerações já cresçam com esses pensamentos implantados e a sociedade possa reduzir o índice de pessoas precisando de um lar.