A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 08/09/2021

Em 1500, com a chegada dos portugueses no Brasil, os colonizadores encontraram uma grande extenção de terra. Contudo, foi implantado a monocultura, com efeito, grades extensões de terras agricultáveis ficaram na mão de poucos. Consequentemente, hodiernamente, mesmo com o seu potencial  para produzir alimentos, muitos brasileiros passam fome, ora pela grande crise sanitária gerada pela COVID-19, ora pelo baixo interesse da produção para o consumo local. Nessa conjuntura, convém avaliar os principais pontos que levam a constância do problema.

De acordo com Hobbes, matemático, “O estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, no entanto, a falta de planejamento de políticas públicas para conter o aumento da fome, durante a pandemia do coronavírus, destrói essa consonância, pois com o isolamento social muitas famílias perderam o emprego e, por conseguintem ficaram sem renda. Como resultado, familias entraram em situação de miséria, sem meios para comprar o básico, ou seja, seu próprio alimento. Desse modo, precebe-se a importância de medidas eficazes do estado para proteger os cidadões da fome, principalmente em situações de emergência, como a pandemia iniciada em 2020 para os brasileiros.

Outrossim, é válido resaltar que, conforme Betinho, sociólogo, “Um país muda através de sua cultura”. De maneira análoga, a cultura dos brasileiros de produzir somente vizando os altos lucros, dificulta a produção para abastecer o mercado interno, como resultado, mesmo possuíndo uma grande extensão territorial, diversos alimentos não chegam no prato dos mais probres, pois esses tornam-se mais caros pela grande procura, tanto no mercado interno, quanto no externo, como por exemplo a carne bovina. Assim, precebe-se que a falta de leis para garantir o abastecimento local, concominante a perda da renda prejudica à obtenção de alimentos das familias.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a falta de alimentos no mercado interno. Logo, cabe a Câmera dos Deputados obrigar, por meio de uma medida provisória, grandes empresas a destinar parte de sua produção ao mercado interno com preço justo, que leve em conta o poder de compra com o Real e, também, destinar uma procentagem dos seus lucros com as exportações para subsidiar cestas básica as famílias em situação de vulnerabilidade social, principalmente me períodos de calamidade pública, como o da COVID-19, divuldando essa medida nas principais mídias sociais, rádio e televisão, para o conhecimento de toda sociedade. Como resultado, teremos uma sociedade alimentada, alimentos com um preço mais justo e menos sofrimento para as famílias, que já sofrem e sofreram por conta da pandemia.