A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 09/09/2021
A obra " O triste fim de Policarpo de Quaresma", de Lima Barreto, tem como característica mais marcante seu nacionalismo ufanista, acreditando em um país utópico. Nessa perspectiva, o problema associado a questão da fome torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Portanto, fatores como a ausência em auxílios humanitários e a falta de empatia nas relações do Estado, favorecem ainda mais o agravamento desse impasse no país.
Em primeira análise, uma ineficiência em amparos destinados a pessoas que sofrem com esse desafio, tende a corroborar problemas ainda maiores em suas vidas. Partindo dessa conjuntura, dados da Organização das Nações Unidas revelam que no ano de 2019, 800 milhões de pessoas passavam sem ter o que comer no seu cotidiano. Desse modo, evidenciando que tais “auxílios” não passam de uma farça.
Ademais, o descaso da Nação brasileira acerca de povos que passam por esssa situação de fome no século XXI, pertence principalmente o caso de desigualdade e processos empáticos. Dessa maneira, a Companhia Nacional de Abastecimento, revela que o Brasil é o segundo maior exportador de alimento do mundo, o que vai de encontro ao quadro de fome da República Federativa do Brasil. Afinal, a ajuda só é coveniente quando possui caráter lucrativo e não, uma solicitude para o problema.
Destarte, o desafio da fome em evidência representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos, mas todos cidadãos que, indiretamente, também figuram vítimas de seu legado. Nesse aspecto, o Estado deve executar e garantir auxílios de emergência a sociedade desfavorecida, por meio de verbas. Espera-se, com isso, que esse plano seja colocado em prática de forma a mitigar os efeitos negativos com ações sociais.