A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 13/09/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, a qual está em vigor até os dias atuais, todos os cidadãos têm direito à alimentação adequada. Em contrapartida, no que se diz respeito à realidade enfrentada pelos brasileiros, nota-se que, inaceitavelmente, a existência da fome e a sua intensificação pela pandemia da COVID-19. Sob essa perspectiva, é crucial ressaltar como principais causas da adversidade a negligência governamental e a desigualdade social.

Em primeira análise, evidencia-se o obstáculo que é a desconsideração do Estado na efetividade dos direitos constitucionais. Nesse viés, Gilberto Dimenstein, escritor e jornalista, aborda em seu livro, “O Cidadão de Papel”, a necessidade da atuação prática da Constituição visando atingir toda a população e suas camadas sociais. Logo, há o agravamento da fome, já presente, no contexto de uma crise pandêmica.

Ademais, é inegável que os indivíduos que mais carecem de renda na sociedade sofram ainda mais os efeitos socioeconômicos trazidos pelas circunstâncias epidemológicas. Posto isso, de acordo com dados do G1, houve um aumento de cerca de 67% de preço de alimentos báscios - como arroz, soja e feijão, dificultando o consumo de sustento e acentuando a fome em grande escala.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso, urge que o Governo garanta, através de programas sociais, distribuição de renda, possibilitando, assim, o maior poder de compra dos indivíduos menos favorecidos. Além disso, é de extrema importância que ONGS estimulem programas de distribuição de alimentos para atender a parcela da população que carece com urgência. Somente assim, será capaz de combater a questão da fome nos tempos de pandemia.