A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 08/09/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, “Todo poder emana do povo”. Assim sendo, a esse mesmo povo é garantido os direitos fundamentais para sua existência. Contudo, é perceptível que a alimentação, pilar desses direitos, vem se tornando artigo de luxo em meio a esse caos pandêmico atual. Diante toda essa calamidade, a falta de emprego somada a alta dos preços, corrobora para a desleal condição de sobrevivência de grande parte da população brasileira.

De acordo com pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021, desde o início da pandemia, mais de 700 mil empresas encerraram suas atividades no Brasil. Logo, se faz importante salientar, que sem emprego, não há subsistência. Dessa forma, se torna ainda mais difícil para cidadãos garantirem o necessário para barrar a fome.

Ademais, conforme a história brasileira mostra, o período de Regime Militar, incendiou a mente da população com uma inflação sem precedentes, população essa que sentia a dificuldade astronômica de prover o próprio sustento. Analogamente, ainda que em proporções diferentes, a alta dos preços já vem causando muitos prejuízos, haja vista que a fome volta a crescer em meio a uma guerra contra um inimigo invisível.

Destarte, faz-se necessárias medidas de combate à fome. Isto posto, cabe ao governo federal, na figura do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com a iniciativa privada, que deve, por meio de projetos, ofertar cursos profissionalizantes e cursos auxiliares para empreendedores que querem iniciar ou manter seus negócios em meio a pandemia. Contudo, é imprescindível o suporte cauteloso da população mais vulnerável, com distribuição de cestas básicas pela prefeitura, para que a fome possa ser erradicada. Além disso, é de suma importância que o Ministério Público fiscalize o gasto orçamentário em prol dessa causa. Conviver com a fome é altamente incompatível com a dignidade humana.