A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 10/09/2021

Brás Cubas, defunto-autor da obra literária Memórias Póstumas, de Machado de Assis, disse: “Não terei filhos a fim de não transmitir o legado das misérias humanas para ninguém”. Analogamente, a questão relacionado a fome em tempos de pandemia se enquadra. Nesse cenário, tal questão é um desafio a ser combatido no país, não só devido o descaso governamental, mas também devido à falta de igualdade monetária.       Incialmente, é importante destacar a negligência do Estado com a sociedade brasileira. Desse modo, de acordo com a Constituição Federal de 1989, é direito humano à alimentação de todos. Logo, tal direito tem sido violado, no qual em contexto de pandemia a questão da fome foi acentuada e famílias que vivem em vulnerabilidade social se encontram em estado de insegurança alimentar, e cabe ao governo prestar assistência suficiente para amenizar essa deficiência dessas pessoas.

Em segunda análise, outra prerrogativa é a falta de equidade no poder de comprar. Sob esse âmbito, o período da colônia portuguesa deixou várias sequelas que ainda persiste na sociedade atual, dentre elas está a desigualdade econômica. Dessa forma, a sociedade civil precisa ser altruísta, uma vez que com a pandemia houve o aumento de famílias que não têm o que comer, ademais, é dever moral das pessoas partilhar com quem está nessa situação.

Fica evidente, portanto, que a população e o governo deve aparar pessoas em cenário de fome. Sendo assim, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento deve destinar uma parte da produção que seria exportada para famílias em situação de fome nesse período de pandemia, por meio da distribuição feita pela administração local, como uma prefeitura, para que todas as famílias possam ser alimentadas e tenha nutrição suficiente para continuar os afazeres de uma vida humana, enfim, de forma que a Carta Magna do país seja validada.