A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 21/09/2021

A série de quadros “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nesse contexto, pode ser compreendido como uma descrição metafória do que ocorre na sociedade atual quando a questão da fome em tempos de pandemia vem à tona, pois o número de pessoas que estão sofrendo com essa mazela é exorbitante. Isso ocorre, seja pelo aumento do desemprego, seja pela negligência governamental ao lidar com tal situação.

Preliminarmente, é válido destacar que muitas pessoas ficaram sem emprego durante a crise econômica devido à pandemia. Nessa lógica, numerosas empresas tiveram que fechar as portas por não conseguir manter seus negócios abertos, em consequência dos decretos de lockdown nas cidades. Dessa forma, o número de desempregados cresceu; ao todo somam-se mais de 14 milhões no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outrossim, é importante saliente que o descuido do governo ao lidar com essa conjuntura é um fator que deve ser considerado. Na luz dessa perspectiva, o filósofo iluminista Jhon Locke, desenvoveu o conceito de Contrato Social, em que o Estado é responsável pelo bem-estar coletivo. Entretanto, muitas famílias não estão tendo acesso à um direito básico, previsto no artigo 6 ° da Constituição Federal, que é a alimentação.

Fica evidente, portanto, que diante dos desafio supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Ministério da Saúde promover campanhas de doação de cestas básicas para pessoas necessitadas. Essa aplicação deve ser feita, principalmente, em periferias e locais mais precários em relação à alimentação, a fim de mitigar a dificuldade da fome no momento da pandemia.