A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 09/09/2021

“Nossa flores são mais bonitas, nossas frutas mais gostosas, mas custam cem mil réis a dúzia”. Essa paródia da canção de exílio, escrita pelo poeta Murilo Mendes retrata os entraves em que a sociedade luta atualmente: a fome. Dessa maneira, vê-se que a insegurança alimentar é resultado, sobretudo, da desigualdade social e ausência de alternativas nos modais de transportes. Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam angariadas a fim de mitigar esse dilema.

A priori, cabe ressaltar que , segundo a antropóloga americana Ruth Benedict , " a cultura é a lente pela qual nós vemos a realidade". Diante dessa análise, vê que o período de colonização já demonstrava a desigualdade social que foi acentuada pela escravidão. Hodiernamente, observa-se que a discrepância financeira no país marca o aumento do índice da fome, uma vez que com a pandemia do covid-19, por exemplo, houve o aumento do desemprego e , consequentemente , a falta de alimentos nos lares , sobretudo, de pessoas com baixa renda, visto que os preços dos alimentos encareceram e não tiveram condições de obtê-los.

Outrossim, em consonância com o filósofo Aristóteles, " a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos". Nesse contexto, vê-se que , se por um ângulo têm-se a produção de alimentos no campo, em contrapartida há falta , sobretudo, nas áreas rurais nas mesas das famílias. Nesse sentindo, nota-se que a perda de alimentos causada, principalmente, pela falta de alternativas de modais de transportes , acentua o índice de desperdiço alimentar, em que cerca de 50 % dos produtos são desaproveitados no transporte de acordo com a Organização das Nações Unidas. Desse modo, é fulcral que o governo providencie medidas para mitigar esse descaso social.

Dessarte, é necessário que o Governo em concrescência com Ministério da Agricultura conceda verbas à ongs com o intuito de fomentar o abastecimento de alimentos nas regiões que necessitam e , por conseguinte, reduzindo a fome e cabe ao governo, também, aumentar o valor dos programas de beneficiamento , como bolsa família, já que a inflação encarece os alimentos. Além disso, é necessário que o Ministério do Transporte amplie alternativas modais que reduzem o desperdiço de alimentos durante o despacho.