A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 30/09/2021
A Constituição Federal de 1988 -lei fundamental e suprema do Brasil- garante no artigo 6º o direito a alimentação para todos os cidadãos. No entanto, existe um distanciamento do prometido pela norma constitucional, tendo vista que uma parcela das famílias brasileiras vivem com a fome no cotidiano. Dessa forma, infelizmente, a desigualdade social e a falta de acolhimento por parte do Governo é um entraves para um país melhor.
Em primeira análise, é necessário ressaltar que determinadas regiões protegem com a desigualdade social e passam por uma exclusão. O processo de urbanização foi uma mudança do rural para o urbano que ocorreu de forma acelerada e desorganizada, principalmente em São Paulo, com isso como geradas a crescer e ter suas principais atividades na região do Sudeste. Desse modo, é inaceitável que os cidadãos de determinados locais do Brasil não obtêm as mesmas oportunidades ou direitos praticados pelo fato de não morar em metropolés e, consequentemente, tendo a fome desemprego na rotina.
Ademais, infelizmente, as pessoas que passam fome não tem auxílio por parte do Governo e por isso vivem em situação de rua. Para o filósofo e educador Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não somente com igualdades, de fato é importante que o papel dos governantes seja colocado em prática para que não ocorra pessoas em situações de extrema pobreza e para isso é precisa das ações que acolham esses locais. Nesse viés, o auxílio não será somente através de ONGs, mas também pelos Ministérios.
Portanto, fica evidente a importância de ações públicas para diminuir a questão da fome em tempos de pandemia. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social deve criar um cartão de alimentação “Fim da fome” por meio de pesquisas de acordo com o número de membros nas famílias, tendo a quantidade necessária para fazer compras no mês e assim estará sendo praticado o direito de todo cidadão.