A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 09/09/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar social. Entretanto, a questão da fome em tempos de pandemia é um fator evidente, pois prejudicou o acesso de alimento, aumentando casos de desnutrição.

Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a excassez de alimento nas famílias mais carentes, pelo aumento dos preços em mercados. Diante dessa perspectiva, com o desemprego causado se torna mais difícil colocar o alimento na mesa, segundo o G1,  a fome atingiu 19 milhões de brasileiros. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como a violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação e saúde, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a desnutrição como impulsionador da desigualdade e insegurança alimentar, acelerando à má nutrição no Brasil. Diante de tal exposto, alimentos de qualidades estão de díficil acesso,  nesse sentido, leva a busca de alimentos de baixo valor nutricional, por serem mais baratos. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, crie uma iniciativa de distribuir cestas básicas com alimentos de qualidade, para toda população necessitada, com o fim de diminuir casos de fome e desnutrição. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.