A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 24/09/2021
A Organização Mundial das Nações Unidas aponta que um décimo da população mundial, principalmente na Ásia e África convivem com a fome, e que este problema tornou-se mais evidente com a pandemia. Não restam dúvidas de que a intensificação da fome expõe a desiguldade social no mundo, sendo pois, necessário ações efetivas e direcionadas a população menos favorecida, e que diante da escassez financeira possuem dificuldades para adquirir alimentos básicos.
A princípio é importante destacar que a pandemia deflagrou inúmeos problemas sociais, dentre eles a fome, pois com os elevados índices de desemprego e o aumento do preço dos alimentos a aquisição de alimentos para subsistência tornou-se um grande desafio. Dessa forma, programas sociais efetivos devem ser fomentados, assim como o incentivo aos empregos informais, pois são fontes rápidas de geração de renda, principalmente para as inúmeras famílias afetadas pela crise econômica advinda com a pandemia.
Nesse sentido, o contexto pandêmico, destaca que a população que vive em um ambiente rodeado por conflitos religiosos ou territoriais, por sérias alterações climáticas como enchentes e secas prolongadas, e por crises econômicas foi a mais afetada pela fome, uma vez que a interrupção dos serviços impactou financeiramente na geração de renda. Sendo assim, a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) nesse processo é essencial, pois a arrecadação e distribuição de alimentos de forma contínua, frente ao fluxo lento da ajuda governamental, é uma alternativa eficaz.
Logo, cabe ao Governo Federal a criação do ‘‘Mercado Acessível’’ onde o preço dos alimentos não sofram ação da inflação e dos impostos, para que assim todos possam ter acesso à alimentação digna, sendo permitido aos desempregados ou aqueles que tiveram redução da renda com a pandemia. Soma-se a isso a participação das ONGs frente a realização de campanhas de conscientização por meio das redes sociais para arrecadação de alimentos, com incremento de frutas, verduras, legumes e fontes de proteína, às comunidades mais carentes e afetadas pela desiguldade social para que assim as consequências nutricionais da fome não se sobressaia as consequências da pandemia.