A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 12/09/2021
De acordo com a teoria do sociólogo britânico Thomas Malthus, o exacerbado crescimento populacional prejudicaria na produção de alimentos, gerando uma elevada pobreza para a humanidade. Em meio a isso, fatores como a Revolução Verde derrubou esse pensamento considerado pessimista por diversos especialistas. Nesse contexto, é possível afirmar que, hodiernamente, a persistência da de-sigualdade social pela desestrutura econômica de muitos países e o agravamento da fome mundial pela pandemia da COVID-19 tornam-se preocupantes nesse cenário vigente.
A priori, é fundamental entender esse cenário, a partir da descrição de causas e consequências expressas nessa entristecedora realidade. Nesse sentido, no documentário Desigualdade Global, realizado pela Folha de São Paulo, cerca de 25,8 milhões de pessoas encontram-se desempregadas na Europa pela ausência de oportunidades no mercado de trabalho. Outrossim, é categórico ressaltar que a vulnerabilidade social, em espaços como esse, torna-se prejudicial para o bem-estar dessas vítimas, as quais, lamentavelmente, são afetadas por desestruturas como a fome e a pertinente pobreza na sociedade.
Ademais, em uma reportagem realizada pelo programa jornalístico Jornal da Record, no Brasil, a insuficiência alimentar prejudicou milhares de indivíduos, especificamente de classe baixa, pela paralisação de serviços não essenciais, visto que essas atividades ausentaram-se pela atual pandemia. Além disso, consequências como o ineficaz acesso a uma alimentação de qualidade e a dispersão da fome nas famílias mais vulneráveis são alguns exemplos dessa repugnante realidade. Por conseguinte, é relevante ratificar que a propagação dessa deplorável problemática demonstra a falta de empenho político nas intervenções sociais, tendo em vista que esse angustiante cenário assola diversas vítimas com a carência nutritiva e o progressivo desemprego na vida de inúmeras pessoas que batalham pelo sustento familiar.
Logo, é necessário a implantação de melhorias, a fim de reverter essa indignante situação. O Estado, portanto, por intermédio da implementação de leis, as quais destinem amplo apoio a esses in-divíduos, por meio da ampliação de atividades não essenciais, em tempos de pandemia, na economia interna e programas assistenciais como auxílios de alimentação, deve aplicá-las, com o exercício de efi-cazes fiscalizações e constantes monitoramentos dessas medidas. Dessa forma, tal ato será primordial na luta contra o desamparo alimentar. Só então, essa problemática terá eficientes intervenções para essas vítimas.