A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 15/09/2021
Apesar de a alimentação ser um direito humano e constitucional, no último ano, cerca de um décimo da população global enfrentou a fome, segundo a ONU. As principais causas da insegurança alimentar são a desigualdade social e a alta taxa de desemprego. A fome não é um problema novo no mundo sendo assim é necessária a criação de caminhos para contornar essa problemática.
Pode-se observar que a ausência de distribuição de renda igualitária é um dos maiores contribuintes para a problemática da fome considerando que quase 50% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% da população, de acordo com o relatório Riqueza Global publicado pelo banco Credit Suisse. Sendo assim, a menor parte da renda é distribuída entre a maior parte da população, portanto a desigualdade social e econômica é assustadoramente grande.
Ademais, outro fator contribuinte é o desemprego. Durante a pandemia houve uma paralisação parcial da atividade econômica que trouxe prejuízos a muitas empresas que para melhorar sua situação financeira demitiram funcionários. Segundo o Jornal Nexo, mais de 7 milhões de brasileiros saíram do mercado de trabalho por conta disso. Logo, essa diminuição da renda dos trabalhadores, aliado a crise econômica causada pela pandemia, dificultou o acesso aos alimentos elevando a subnutrição da sociedade.
Em suma, a fome no mundo certamente aumentou devido à pandemia, para melhorar esse problema é necessário combater todas as formas de desigualdade e exigir políticas públicas mais eficientes. Dessa forma, o Governo de cada país deve exigir uma maior rigidez no combate à sonegação fiscal. A taxação de heranças e grandes fortunas também seria uma opção para minimizar a desigualdade econômica e a má distribuição de renda do mundo. Dessa forma, a fome será amenizada.