A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 10/09/2021

Nocentes realidade brasileira

O falecido autor austríaco Stefen Zweig, em 1941 publicou a obra “Brasil, o país do futuro”. Encantado pelas maravilhas vistas no novo país, mostrou entusiasmo ao apontar muito otimismo e potencialidade na nação. A realidade percebida nos últimos anos entretanto é drasticamente diferente, tendo em vista o caótico cenário socioeconômico vivido no contexto pandêmico atual. Uma das maiores  adversidades sofridas pela população brasileira é a fome, realidade essa, menosprezada e ignorada por parte de governantes e líderes políticos.

Uma das maiores mudanças desde o reconhecimento da pandemia do novo coronavírus foi a necessidade da quarentena e o distanciamento social. Ainda que essas medidas não foram implementadas corretamente, o brasileiro se viu com pouco auxílio governamental e sozinho para enfrentar a crise econômica. Por conseguinte, a decadência financeira do setor alimentício foi inevitável e a alta dos preços se tornou uma realidade constante.

É evidente que, a estagnação comercial influenciaria negativamente o consumidor e o comerciante. Entretanto, o caos no poder executivo foi iminente e inegável. A desorganização e imprecisão foi ainda mais clara na  deliberação do auxílio emergencial, que, além de ser concedido em quantidades ínfimas, foi alvo de incoerências mediantes a fidelidade dos recebedores e do difícil acesso à essa contribuição. Milhões de brasileiros portanto, se viram sem condições de adquirerem alimentos.

A circunstância vigente é indubitavelmente complexa, por ser um quadro jamais enfrentado pela maioria. Zweig ao conhecer nosso país tratou-o de forma gloriosa e “ufanista”, brilho esse que poderia ainda existir de maneira intrépida. Uma melhor administração governamentista seria essencial para que, a fome, apesar de inegável, fosse reduzida. Uma maior conscientização populacional era necessária, tendo em mente a  falta de empatia e do negacionismo por parte da população.