A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 10/09/2021
Não é mistério para ninguém que a fome é um problema que atinge o mundo inteiro, e é pior ainda em países subdesenvolvidos, pois a população destes tem menos poder aquisitivo e isso leva a uma alimentação de qualidade menor, isso quando conseguem se alimentar. Assim como outros países subdesenvolvidos, o Brasil sofre intensamente com a fome e a pandemia apenas agravou um sério problema já existente.
Segundo os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em Contexto de Covid, 55,2% da população brasileira sofre alguma ameaça ao direito de se alimentar e isto é extremamente preocupante. Como é possível um país com abuntantes terras, um país cuja a economia é fortemente dependente do agronegócio, deixar sua população morrer de fome? E teria uma possível solução para este problema? A resposta é sim! Apenas no Brasil, mais de 23,6 toneladas de alimentos são desperdiçadas todos os anos. Com todos estes alimentos descartados, seria possível sim acabar com a fome no Brasil, mas as coisas não são tão simples assim. Para que isto se torne uma realidade, precisamos primeiro mudar a mentalidade do brasileiro, que acredita que a quantidade de alimento ingerido tem relação com status social, um grave efeito colateral provocado pelo consumismo. Além disso, aqui entra a economia e como baixar os preços dos alimentos no Brasil.
O Brasil é um país agroexportador, ou seja, estamos atrelados ao dólar. Se o preço do dólar vai lá nas alturas devido a inflação, para o agricultor, o lógico é vender seu produto para o mercado exterior, lucrando mais. Porém, isto tem um grave efeito colateral relacionado a lei da oferta e da demanda, princípio básico do capitalismo. Se todos os agricultores começarem a exportar seus produtos, a menor disponibilidade de alimentos no Brasil geraria um aumento nos preços, que dificultaria o adquirimento dos mesmos por parte dos mais pobres. Tomando estas medidas, seria possível garantir um direito constitucional a todos nós.