A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 16/09/2021

No Brasil contemporâneo, com a chegada da pandemia, houve uma grande intensificação desse grande problema que já existia no país: a fome. Isso se deve sobretudo, ao desemprego e ao fechamento das escolas. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Convém destacar o desemprego como um dos fatores motivadores para o aumento da fome durante a pandemia. Conforme dados do Índice Brasileiro de Geografia Estatística – IBGE, em 2019 a taxa de desemprego era de 11,9%, porém somente no primeiro trimestre de 2020 esse número deu um salto para 14,7% de acordo com o estudo realizado pelo IDados, afirmando assim que a pandemia gerou marcas profundas no mercado de trabalho, como resultado, cada dia mais trabalhadores não possuem renda para trazer comida para dentro de casa. Logo, instituir políticas públicas de auxílio a essas pessoas se faz necessário.

Ademais, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos – Abrinq, que foram calculados a partir de informações do IBGE, cerca de 9 milhões de crianças vivem em situação de extrema pobreza. Embora no Brasil não haja dados sobre a quantidade exata de alunos das escolas públicas que dependem exclusivamente da merenda escolar para garantir a refeição diária, o que não faltam são relatos de mães em desespero quando as escolas se fecham em período de férias por exemplo. Dessa forma, com o fechamento das escolas durante a pandemia evidencia-se a importância de garantir a segurança alimentar a essas crianças.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para minimizar a questão da fome durante a pandemia. Para isso é papel do Governo Federal garantir uma renda mínima aos trabalhadores demitidos durante a pandemia, mediante liberação de um auxilio emergencial no valor de um salário mínimo no intuito de fornecer segurança alimentar. Além disso, cabe ao Governo Estadual e Municipal comprar e entregar cestas básicas as famílias dos estudantes de escolas públicas, por intermédio do dinheiro que seria destinado a merenda escolar. Como efeito, espera-se que as pessoas tenham uma alimentação adequada, como garante a Constituição de 1988, mesmo em tempos de pandemia.