A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/09/2021
O livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, traz relatos biográficos da autora, que vive do trabalho de catar papelão para sobreviver, não tendo condições, muitas vezes, em comprar alimentos. Hodiernamente, esse é um fato que se acentuou com a pandemia, com muitas famílias perdendo emprego, a fome passou a estar mais em evidência dentro das casas. Nesse contexto, não há dúvidas que a questão da fome em tempos de pandemia aumentou, o que ocorre infelizmente, devido não só a recessão econômica, mas também ao isolamento social.
Em primeira análise, é notável que a presença da pandemia diminuiu as atividades econômicas, gerando muitos desempregos e consequentemente grande parte das pessoas passaram a conviver com a fome. De acordo com a teoria do economista Thomas Malthus, a população iria crescer tanto que seria impossível produzir alimentos para todos. No entanto, com os grande avanços tecnológicos e científicos garantiu a produção para todos, porém o que impede de garantir a alimentação é a falta de capital ocasionado pelo desemprego resultante da pandemia, já que muitos estabelecimentos não conseguiram se manter, sendo obrigados a despedir os funcionários.
Outrossim, o isolamento social é outro fator que contribui para a crescente fome. Segundo o filósofo italiano Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e á consideração por parte do Estado. Contudo, o isolamento realizado em meio a pandemia, tirou emprego, respeito e dignidade das pessoas com a falta de alimento nas mesas, uma vez que a reclusão freou o movimento econômico e preudicou as pessoas autônomas, mantendo isoladas do capital, porém não da fome.
Portanto, para amenizar essa problemática, é necessário que a sociedade, untamente com o auxílio governamental, desenvolvam meios de arrecadação e doação mais eficazes, ajudando um maior número de famílias que vivem com fome. Essa ação pode ser construída por doações de alimentos nas comunidades e ONGs, que distribuem os alimentos, além de o governo fornecer meios de transporte para que consiga chegar até as famílias que moram em áreas de difícil acesso, a fim de aumentar o número de doações e reduzir a fome da população. Com isso, a realidade de Maria Carolina de Jesus pode não ser mais a realidade de muitas pessoas.