A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 13/09/2021

No livro “jogos vorazes”, Katnes - do distrito 12 -, sua mãe e irmã atender com a extrema insegurança alimentar, por conta da escassez de alimentos, como todos em seu distrito, situação essa que não é vista na capital Panem, onde a classe mais alta se resídua, com grande disponibilidade de alimentos. Fora do mundo utópico, tal situação vê-se situada na fase atual pandêmica do covid-19, uma vez tendo como consequência a extensão da crise econômica proveniente da parada nos meios de produção por questões sanitárias, com isso tem-se uma elevação nas taxas de desemprego no Brasil. Com tudo evidencia-se uma alta no preço de alimentos e recursos básicos.

Em primeiro plano, é importante destacar o visivel aumento do desemprego no país, afetando as pessoas que já se encontram nessa situação de vulnerabilidade alimentar ou estão propensos a ser afetados por tal situação. Segundo a ativista humanitária americana Angelina Joli “O mundo precisa de atitudes, não de opiniões. Opinião nenhuma mata fome ou cura doença”, tal fala deixa explicito que algo deve ser feito em relação a insegurança alimentar o quanto antes. Sob esse viés, observa-se uma grande lacuna no sistema administrativo brasileiro, que foi mais ampliada ao decorrer da pandemia. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

De outra parte, o aumento do preço dos alimentos também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o site de notícias G1 onde foi anunciada a manchete; “Disparada dos preços dos alimentos aprofunda a fome no Brasil”, tal manchete deixa clara a atual situação da população brasileira. Partindo da análise de tal dado, percebe-se que situada situação só vem agravando por conta da drástica mudança nos meios de produção, causando assim a alta nos produtos comercializados. Dessa forma, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o aumento no preço de tais produtos contribuem para a perpetuação desse senário caótico.

Fica evidente, portanto, que ações são necessárias para atenuar essa questão grave. Logo, o Estado, como instância máxima dos aspectos sociais, coeso como instituições públicas pela administração pública e fiscal, deve, com urgência, adotar procedimentos de implementação digital em escolas públicas para conter o avanço da fome no país. Adiante, a ação pode ser feita por meio da implementação de uma renda básica para uma população que se encontra em vulnerabilidade alimentar, com o feito de amenizar e até mesmo melhorar a situação dos afetados. Só assim, com base nas falas de Angelina Joli, haverá, gradativamente, melhora da fome no território brasileiro.