A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 21/09/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, a questão da fome em tempos de pandemia dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e do crescente aumento no custo dos alimentos.

Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a perpetuação da problemática. Nesse viés, a Constituição federal de 1988 prevê o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, fica nítido que o crescente número de pessoas passando fome apartir do período de pandemia isso demonstra a incapacidade estatal de prover os direitos básicos aos seus cidadãos que sofrem cada vez com a escassez de alimentos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, dados da OMS afirmam que em 2020 a fome disparou, ultrapassando o crescimento populacional: estima-se que cerca de 9,9% de todas as pessoas tenham sido afetadas. Nesse sentido, o alto custo nos alimentos é um dos principais fatores que contribuem para a perpetuação desses dados, uma vez que a população mais carente não tem a possibilidade de alcançarem a presença desses alimentos no seu dia a dia chegando a situação de fome e miséria. Tudo isso agrava esse quadro deletério e retarda o desenvolvimento nacional.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter a questão da fome no período de pandemia. Assim, o Ministério da Cidadania, juntamente com o Minstério da economia devem criar medidas que facilitem o cumprimento da legislação, tais quais como o congelamento e redução dos preços de alimentos presentes na cesta básica e o oferecimento de centros de distribuição de refeições gratuitamente por todo país, a fim de se cumprir a legislação e garantir os cidadãos o bem-estar social. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.