A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 13/09/2021
Sabe-se que as consequências da fome no atual cenário brasileiro foi potencializado pela pandemia da covid-19. Dentre essas problemáticas, destacam-se: o desemprego gerado pelas medidas de isolamento social como combate a pandemia e também a inflação que tem como consequência a diminuição do poder de compra. Dessa forma, compete ao governo brasileiro investir em medidas que revertam esse quadro caótico.
Nesse contexto, as medidas de isolamento social fizeram com que muitos empresários fechassem os seus negócios, pois não havia como manter o salário dos funcionários sem que a empresa tivesse renda. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego durante a pandemia atingiu a marca de 14,7%. Ademais, o Conselho Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que 75 mil estabelecimentos comerciais fecharam as portas no Brasil em 2020. Assim, cabe a União, aos estados e aos municípios implementar medidas que incentivem o comércio local e a geração de emprego.
Além disso, o poder de compra dos brasileiros vem diminuindo drasticamente no ano de 2021. Conforme dados do IBGE, a taxa de inflação, nos últimos 12 meses, atingiu a marca de 9,68%. Dessa maneira, os preços dos produtos acabam por aumentar enquanto o real se desvaloriza. São exemplos das consequências negativas da inflação no Brasil: o gás de cozinha que já ultrapassou os R$100,00 e a gasolina em alguns estados, como o Rio de Janeiro, que já está mais de R$7,00. Desse modo, cabe ao governo federal junto ao Ministério da Economia não medir esforços para reverter esse panorama.
Portanto, objetivando diminuir os impactos da pandemia da covid-19 na fome no Brasil, cabe ao poder público fomentar a abertura de empresas por meio de incentivos fiscais. Somando-se a isso, com a finalidade de reduzir as consequências do desemprego no país, cabe aos governantes a criação e melhoria de programas sociais, como o auxílio emergencial, com o intuito de ajudar as pessoas com as necessidades básicas.