A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 17/09/2021

A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º o direito à alimentação. Entretanto, tal prerrogativa não vem se reverberando com ênfase na prática quando se observa a questão da fome em tempos de pandemia em território nacional. Isso ocorre por uma desigualdade social histórica no Brasil, resultando na miséria, e expansão da fome no país.

Diante desse cenário, vale a pena citar um dado da Organização Mundial da Saúde, no qual, demonstra que o Brasil pode voltar ao mapa da fome. Sendo assim, é revoltante que o país mesmo após ter saído desse quadro no governo Lula, não tenha se desenvolvido o suficiente para se manter fora dessa situação. Entre diversos outros fatores, uma das principais causas desse problema é a desigualdade histórica no Brasil, que vem desde a colonização, até a escravidão, momento contraditório, pois, apesar de serem libertos, não tiveram nenhum plano, por parte do governo, para serem inseridos na sociedade, criando uma camada social extremamente pobre.

Por consequência disso, essa camada mais pobre é extremamente afetada pela falta de alimentos e seu encarecimento na pandemia. Estatísticas da Organização das Nações Unidas demonstram que 1/3 de toda a comida produzida no mundo é descartada ainda em condições humanas de consumo. Dessa forma, existe uma irresponsabilidade por parte do governo, que apesar de ser Signatário da Declaração de Direitos Humanos, deixa sua população passar fome enquanto toneladas de comida são disperdiçadas.

Logo, faz-se necessária uma intervenção estatal para minimizar esse problema. Portanto, o governo deve distribuir alimentos para aqueles necessitados, como cestas básicas ou marmitas. Isso deve ocorrer por meio de caminhões e trailers que iriam distribuir de forma gratuita em locais específicos onde as pessoas são mais fragilizadas por esse problema, a fim de garanti um direito tão importante para o ser humano, a alimentação.