A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 14/09/2021

A Lei da Inércia, de Newton, relata que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber, no Brasil, a mesma condição no que concerne à questão da fome em tempos de pandemia. Nesse contexto, observa-se a ascensão de um grave óbice, em virtude da ineficiência legislativa e o silenciamento social.

Sob esse viés, a omissão governamental caracteriza-se como um complexo dificultador. A Constituição Federal de 1988 é a lei brasileira básica que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente, no que tange a escassez de alimentos em época de pandemia, uma vez que, o transtorno continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfranquecida, sua solução torna-se mais distante.

Ademais, outro empecilho encontrado é o silenciamento coletivo. O filósofo Foulcault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns assuntos são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas.  Nesse sentido, é perceptível uma lacuna no que se refere a falta de comida em um período de covid-19 que afeta todo o planeta terra, logo, sem diálogo sério e massivo sobre essa problemática, sua resolução é impedida.

É evidente, portanto, que medidas estratégicas devem ser tomadas para mudar o cenário hodierno. Sendo assim, é imprescindível que o Estado - principal promotor da harmonia social - promova “workshops”, em parcerias com as escolas, por meio de recursos oriundos da União, os quais abordarão as consequências negativas dessas ações e como combatê-las e ajudar as vítimas. Com a finalidade de propor diferentes soluções em conjunto com os alunos e alcançar o bem-estar social. Dessa maneira, a proposição da cartas magna será concretizada.