A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 14/09/2021
Uma temática que sempre esteve em pauta no Brasil e no mundo foi a questão da fome e da pobreza, assunto esse, que antes do coronavírus era visto pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma situação que seria revertida até 2030. Porém, em 2020, com a pandemia do covid-19, o número de pessoas passando fome no mundo ultrapassaram 2,3 bilhões, dentre elas, 19 milhões de brasileiros, segundo a Comissão de Seguridade Social e Família, tornando essa reversão impossível até o ano previsto. No Brasil, a situação ultrapassa fronteiras e ignora a segurança e a saúde alimentícia da população, em que a única possibilidade é sobreviver aessa crise.
Primeiramente, quando se fala em fome, automaticamente se pensa em pobreza, porém, com as taxas crescentes de desemprego e os altos preços para o custo de vida, que foram intensificados principalmente pela pandemia, a escassez de alimentos ultrapassou fronteiras estatais. Pois, o que antes atingia normalmente regiões rurais, áreas do norte e nordeste, hoje já atinge partes do sul e sudeste, em que 50% das famílias estão em situações de insegurança alimentar, segundo o jornal Uol.
Ademais, quando se pensa nessas famílias que estão sobrevivendo à pandemia, é visto pessoas desempregadas com suporte do Bolsa Família ou com auxílio do Estado para conseguir levar o mínimo de nutrientes à mesa de sua família. Porém, nem sempre o alimento que essas pessoas conseguem comprar com baixo custo é recomendado para a saúde, como, por exemplo, ossos com retalhos de carne, arroz fragmentado e feijão bandinha, que possuem mais impurezas do que nutrientes, causando danos e riscos à essas famílias.
Cabe ressaltar, que a fome, sempre esteve presente no mundo, e se agravou com a pandemia, principalmente os países que eram propensos a essas escassez. Portanto, mesmo que a pandemia acabe, se torna impossível que até 2030 a fome seja revertida. Dessa forma, a ONU junto aos países em que o índice de fome estejam mais elevados, devem criar uma organização social, que faça arrecadações mensais de alimentos com os países que estejam mais estáveis, assim o índice de fome no Brasil e no Mundo, terá uma redução gradual e significativa.