A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 28/09/2021
A fome é o prato principal dos brasileiros
O reflexo pandêmico têm atormentado famílias em todo o país, afinal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5.653 pessoas morreram de fome no Brasil até o ano de 2020. Um filme que retrata de forma simbólica a problemática brasileira em questão da fome é “O Poço”. Esse filme relata que as camadas mais altas recebem uma quantidade abundante de alimento, e por conta do egoísmo dos que se encontram em níveis mais altos, pessoas que estão nas camadas mais baixas não possuem nenhum meio de nutrição, assim, morrendo de fome. No Brasil, a desigualdade social é fortemente presente, o que piora por conta do maior índice de desemprego dos últimos anos (cerca de 14,1% da população encontra-se sem nenhuma fonte de renda, em pesquisa feita pelo IBGE). Além disso, com o aumento do dólar que levou o aumento da exportação de alimentos, as cestas básicas chegam a custar R$1064 em alguns locais, R$36 a menos do que o salário mínimo.
Decerto, para produtores de alimento a lucratividade da exportação é maior, logo que o dólar chega a custar R$5,31. Dessa forma, com o aumento da exportação alimentícia, para que haja alimentos no país, é necessário a importação, que também por conta da valorização do dólar, encarece os preços no país e dificulta ainda mais o acesso dos mais pobres à esses recursos básicos para a sobrevivência.
O empobrecimento da população e a quantidade de pessoas em extrema vulnerabilidade é absurdo. Segundo levantamento realizado pelo Programa Social do Governo Federal, cerca de 160 mil pessoas se referiram-se em situação de rua no país. Além disso, há quase 20 milhões de pessoas passando fome, segundo dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid19. Portanto, com tamanha estruturalidade da pobreza em conjunto com uma taxa elevada de desemprego e o encarecimento dos alimentos em questão da exportação, a fome vem se tornado um fato, e a morte pela fome é pesadelo em muitas casas no Brasil.
Por fim, para aplacar a desigualdade, é de dever do Governo Federal promover a distribuição de renda, para isso, utilizando de políticas de geração de emprego, então, com o aumento do acesso aos alimentos, diminui-se eficientemente a fome estrutural no país. Além disso, para que torne os preços dos alimentos mais acessíveis, é necessário que os governos estaduais realizem uma reforma agrária, que torne mais vantajoso a distribuição interna dos alimentos produzidos no Brasil. Para isso, devem oferecer benefícios sociais e aposentadorias mais vantajosas, diminuindo a quantidade de exportação no país e, consequentemente, a nutrição da população será justa e presente.