A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 14/09/2021

O romance filosófico “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que a fome ainda é um problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa, mas também da desigualdade social. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da coletividade.

Primeiramente, é essencial pontuar que a insuficiência legislativa deriva da ineficácia do poder público, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no atual cenário brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades, mais pessoas ficam desempregadas e, sem ajuda estatal, muito das pessoas que dependiam do trabalho assalariado, não conseguem comprar o próprio alimento, aumentando a fome e a procura por alimentos mais acessíveis, geralmente de qualidade inferior, como o caso do feijão de bandinha. Em vista disso, fica evidente a ineficácia administrativa na resolução dessa situação maléfica.

Ademais, a desigualdade social apresenta-se como outro desafio da problemática, conforme o escritor George Orwell, “Somos todos iguais, mas alguns são mais que os outros”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que as classes mais baixas são as mais afetas, em relação à alimentação e lazer, o que, consequentemente, são essas pessoas que vão as filas dos supermercados e açougues, à procura de alimentos de segunda linha, ossos de carnes que, custam menos e são mais acessíveis. Logo, tudo isso retarda a resolução do combate à fome durante uma pandemia, já que a desigualdade social contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim a

Organização das Nações Unidas (ONU) junte todos os países que pertencem a ela e, por meio de um acordo internacional, erradicar a fome, com acordos como, distribuição de alimentos para áreas mais necessitadas, ajuda da própria comunidade com ações sociais, fazendo com que, o romance “Utopia” se consolide.