A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 14/09/2021
Em sua obra “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein afirma que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar o agravamento da fome durante a pandemia, constata-se que esse benefício não tem sido pragmaticamente assegurado. Com efeito, é imprescindível enunciar o aspecto sociocultural a insuficiência governamental como pilares fundamentais da chaga.
Segundo um levantamento organizado por entidades civis, estima-se que aproximadamente 19 milhões de brasileiros estão em situação grave de acesso à alimentação. Nesse sentido, essa análise demonstra a tamanha desigualdade social entre a população, haja vista que, desde o começo da pandemia - segundo a Forbes, os mais ricos do mundo aumentaram ainda mais suas fortunas. Diante de tal exposto, é notório a falta de empatia por parte da sociedade mais privilegiada.
Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia do governo corrobora a persistência da vicissitude. A esse respeito, Aristóteles afirmou que o objetivo da política é garantir a vida digna aos cidadãos. Nessa lógica, a conjuntura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto a ausência de um plano para combater a situação alimentar brasileira. Assim, medidas precisam ter tomadas, a fito de atenuar o revés.
Infere-se, portanto, que esse imbróglio necessita ser solucionado. Logo, a mídia, através de canais de grande audiência convidará pessoas de grande popularidade, com o objetivo de promover a doação de alimentos. Esse evento ocorrerá, por meio da elaboração de um projeto estatal, em parceria com as emissoras de televisão. Em adição, o Congresso Nacional implementará uma lei, para a população em situação de fome, obter descontos expressivos em alimentos básicos. Feito esses pontos, segundo Dimenstein, a sociedade deixará de ser de papel e o Estado desempenhará sua função de acordo com Aristóteles.