A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/09/2021

A Constituição Federal de 1988 afirma: o cidadão possui direitos básicos, a exemplo da segurança alimentar. Entretanto - é visto que a fome, problema existente há séculos, agravou-se durante o cenário da COVID-19 no Brasil - o que nega o direito Constitucional. Dessa maneira, em razão da negligência do governo e a ausência da ajuda humanitária, emerge um problema complexo.

A priori, deve-se ressaltar a ineficácia das autoridades, já que em tempos pandêmicos, a população está à margem de uma alimentação de qualidade. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar social. No entanto, vê-se que a alta dos preços de alimentos e a crise econômica provocada pelo governo agravam ainda mais o problema, visto que o país é extremamente desigual e uma parte da sociedade é dependente do auxílio estatal, o qual não ocorre. Desse modo, é essencial uma atuação eficaz do Estado.

Além disso, observa-se a necessidade da ajuda social às vítimas da fome durante a pandemia. Segundo Noam Chomsky, é necessário a mobilização social para a superação da crise humanitária. Sob essa ótica, é essencial a participação da sociedade na superação do cenário de fome durante a COVID-19, como a geração de empregos e a doação de cestas básicas, já que a insuficiência Legislativa e a ineficácia das autoridades intensificam o problema.

Infere-se, portanto, que a fome está agravada em tempos de pandemia. Sendo assim, cabe ao Estado, detentor máximo do bem-estar social, proporcionar a segurança alimentar, por meio de campanhas que arrecadam alimentos básicos e a queda em seus preços, a fim de garantir uma sociedade justa e igualitária. Somente assim, o direito proposto pela Carta Magna será garantido e o problema estará solucionado.