A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 05/10/2021

A Revolução Verde refere-se ao conjunto de reformas e técnicas utilizadas a partir do século XX, no qual possibilitou o aumento na produção através de tecnologias - exemplos: sementes modificadas, máquinas de irrigação, etc. Em contraste, a situação ocorrente no século XXI é marcada pela fome, adicionada ao agravante da pandemia, com altos índices no mundo, mesmo com os avanços possibilitados desde o século passado. Assim, o fator resulta, também, da inflação e do desperdício contínuo em razão dos tempos pandêmicos.

Convém ressaltar, a princípio, a lei de oferta e demanda - idealizada por Adam Smith, filosofo britânico - a mesma refere-se à disponibilidade de um produto ou serviço no mercado e seu respectivo valor monetário, ou seja, quando há procura em larga escala e um estoque limitado, maior será o valor e vice-versa. Ademais, a inflação possui o conceito semelhante ao exposto, intitulada ‘’ inflação de demanda’’, intensificada pelos tempos pandêmicos, em virtude da maior procura de alimentos e menor estoque (em razão do bloqueio de cargas provocado pelas limitações das fronteiras para frear o vírus). Em oposição à falta de ocupação laboral e ao baixo valor aquisitivo, visto que, o cenário econômico sofreu retraídas ocasionando o desemprego em massa. Logo, a questão da fome deve-se diretamente aos empecilhos provocados pela ação da pandemia.

Além disso, a insegurança alimentar deve-se também ao desperdício continuo, já que com os avanços permitidos pela Revolução Verde o número de alimentos é superior ao valor populacional. Bem como, com o alto consumo e com um alto valor monetário para uma alimentação segura, o desperdício poderia ser evitado como uma compra planejada e um consumo racional, dessa forma, geraria uma economia aos consumidores e daria oportunidade de aquisição a mais pessoas. Em suma, o exposto vai de encontro ao pensamento de Émile Durkheim, filósofo francês, o qual disserta: que um indivíduo só poderá agir de determinada forma se o mesmo for inserido ao contexto e conhece-lo, considerando saber suas origens e fatores dependentes, sendo assim, o ato de desperdício poderia ser compreendido caso essas pessoas se incluíssem na realidade das outra que sofrem com a fome. Em síntese, o desperdício desmedido poderia ser controlado e seria uma boa alternativa para evitar os impasses provocados pela disseminação do vírus.

Diante dos argumentos supracitados, por fim, é imperioso que a Organização das Nações Unidas em parceria com os líderes mundiais, elaborem campanhas de combate ao desperdício de alimentos, induzindo ao consumo consciente, veiculadas: nas redes sociais, nos programas de rádio e na TV. A fim de diminuir a situação de insegurança alimentar dos afetados, promovendo saúde.